Igreja de Santa María de Sábada
Capítulo 1/9 · Lastres
Bem-vindos a Lastres, Llastres em asturiano e no seu nome oficial, vila piscatória do concelho de Colunga! Começamos junto à igreja de Santa María de Sábada, na entrada alta da povoação. O passeio é circular e a pé, de cerca de dois quilómetros, mas com muitas subidas e escadas: entre esta igreja e o porto há cerca de 80 metros de desnível. Voltaremos a este mesmo ponto.
Sábada era o nome antigo do lugar, e o primeiro documento escrito que o menciona é do ano 943. A povoação começou a crescer nos séculos XIII e XIV, quando famílias da vizinha Luces desceram até à baía para viver do mar. O seu conjunto histórico é Bem de Interesse Cultural desde 1992, em 2010 recebeu o Prémio de Povoação Exemplar das Astúrias e desde 2014 faz parte da associação das Aldeias mais Bonitas de Espanha.
Esta igreja substituiu a paroquial primitiva, que ficava no vale do rio Austera, longe do porto e estragada pela humidade. Os moradores escolheram este lugar, chamado El Fontanín, em 1752, depois de um processo com os de Luces que durou até 1754, e a obra foi a concurso em 1757. O projeto é tradicionalmente atribuído a Manuel Reguera e Joaquín Vigil, embora estudos recentes o relacionem com Pedro Antonio Menéndez. A grande torre sineira foi paga na década de 1790 por José Antonio Robledo Colunga, um natural de Lastres emigrado no Peru.
A igreja tem planta em cruz latina e está classificada como Monumento Histórico-Artístico. No interior destacam-se dois retábulos dos irmãos Agustín e Miguel López Acevedo e um Cristo crucificado renascentista, talhado em madeira e muito expressivo. Junto à entrada verão um cruzeiro, uma cruz de pedra como as que nas Astúrias se erguiam nos cruzamentos de caminhos nos séculos XVII e XVIII.
Vamos primeiro até à capela e ao miradouro de San Roque, no alto da vila, para ver a povoação inteira antes de a percorrer.
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