Muralha medieval e casa de Coaña
Capítulo 8/11 · Navia
Esta rua chamava-se antigamente Tras la Cerca, «Atrás da Cerca», e hoje tem o nome de Mariano Luiña, o engenheiro naviego que fundou a empresa elétrica Electra de Occidente. Aqui conserva-se o único troço da muralha medieval que continua de pé: um pano de alvenaria de ardósia com cerca de 15 metros.
A carta de povoamento autorizava os moradores a cercar a nova povoação. O recinto pouco passava dos 500 metros de perímetro e ia da Calle de las Armas à de San Francisco. Segundo o cronista Tirso de Avilés, a obra foi começada por um tal N. de Oviedo, mas arrastou-se, ou nunca foi terminada, até ao século XVI. Mais do que uma grande defesa, foi um privilégio da vila, e com o tempo foi sendo derrubada para que Navia pudesse crescer.
Sobre a muralha apoia-se a casa de Coaña, que Antonio García de Coaña construiu em 1692 junto ao caminho que rodeava a cerca: dois arcos de volta perfeita sobre o muro e outros dois de cada lado formavam o seu alpendre. Muito perto ficava a Porta da Vila, que foi atalaia e lugar de reunião dos concelhos abertos, as assembleias de todos os moradores; a pracinha ao lado chama-se hoje Placina de los Concejos.
Atravessamos a Placina de los Concejos e vamos até à igreja de Nuestra Señora de la Barca.
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