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Plaza de Oriente e estátua de Filipe IV

Capítulo 7/11 · Madrid

Estamos na plaza de Oriente, entre o Palácio Real a oeste e o Teatro Real a leste. Nasce das demolições de casas ordenadas por José Bonaparte entre 1808 e 1813, que lhe valeram a alcunha de Pepe Plazuelas, o Zé das Pracinhas. O desenho definitivo, retangular com um extremo curvo, é de Narciso Pascual y Colomer, de 1844. A norte vê-se o Real Mosteiro da Encarnação, desenhado por Juan Gómez de Mora.

No centro está a joia da praça: a estátua equestre de Filipe IV, que Pietro Tacca fez em Florença entre 1634 e 1640 a partir de retratos do rei enviados de Madrid, um deles de Velázquez, e de um busto de Martínez Montañés. É considerada a primeira grande estátua equestre com o cavalo empinado: ergue-se sobre as patas traseiras e apoia-se discretamente na cauda. Conta-se que Galileu Galilei aconselhou o escultor a fazer maciça a parte de trás e oca a da frente para que se mantivesse em equilíbrio. O monumento foi inaugurado aqui a 17 de novembro de 1843.

De ambos os lados dos jardins há duas filas de estátuas de reis, conhecidas popularmente como os reis godos. Foram feitas para coroar a cornija do palácio, mas acabaram espalhadas por Madrid e outras cidades. Conta-se que foi porque a rainha Isabel Farnésio sonhou que caíam.

Agora contornamos o Teatro Real pela calle de Felipe V até à plaza de Isabel II.

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Fontes